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Amor

Amar é sentir-se bem ao fazer bem ao amado, em prol desse, diferente de ética, sendo essa a atividade de buscar o bem ao próximo em benefício deste, podendo trazer ou não um bem-estar.

Ama-se alguém tido como belo e/ou certo, com ou sem percepções de imoralidades ou feiúras do amado, de acordo com o amante.

O amor nasce assim, da percepção referente ao outro , em outras palavras, vem do pensar quem é o outro. Ao pensar coisas boas, originam-se bons sentimentos, o oposto também vale, tanto para o gostar quanto o amar.

O amor ao outro independente do amor a si é possível. Alguém pode considerar o outro amável, mas não a si. Dessa forma posto, não é necessário amar a si para amar ao outro, afirmação essa muito comum, sendo normal . Amar o outro é criar a possibilidade de estar mais preocupado com alguém do que consigo, aspecto esse não possível em dados momentos para algumas pessoas, senão por vezes por toda a vida.

“Se você ama alguém, liberte-o!” , até mesmo de você. Quantos amando e vivendo bem com seus pares os libertariam de si porque eles poderiam ocasionar o seu mal ?

Todo relacionamento é baseado em interesses. Existem dois tipos que podem ocorrer de forma simultânea ou não: enquanto finalidade e/ou meio. O primeiro (tomado como certo/ moral) é acerca de quem é o outro, a beleza, a moral, a conversa, o contato, gêneses de um relacionamento. O segundo (tido por vezes como imoral) é compreendido enquanto meio, onde um está com o outro apenas como caminho para outro “lugar” como dinheiro ou contato com os outros. O amor é apenas possível quando o primeiro estiver presente.

Todo amor é condicional, não confundir aqui com a moral/ dever do “amar” alguém. Quantos familiares teriam amizade entre si se não fossem parentes?

Dizem que:

• “Uma mãe sempre ama o filho”. Se esse começar a magoá-la, espancá-la, roubá-la e a cometer outras violências, tenderá após algum tempo a não amá-lo.

• “Deve-se amar” aos pais. Imposição na qual equivale dizer ” tenha por belo o ‘seu pai'”, e quando ele assim não o for, ou nem tampouco a mãe? Ocorrerá culpa então por não amá-los?

O amor só é possível quando houver a potencialidade de “ver” beleza no outro. O amor é uma atividade, efeito de outras. Numa sociedade onde o amor é tido como o sentido da vida e não é refletido, como se tornar capaz de vivê-lo?

Há concepções onde é posta a impossibilidade de entender o amor. Inventa-se um obstáculo para a finalidade tida como do viver para muitos.

Dessa maneira, fazendo uso das idéias até aqui descritas, quais as virtudes, o espírito necessário a alguém para criar o potencial para o amor?

Variação da definição de Aristóteles (2000).
O amor-próprio também nasce do pensar acerca de si.
Referente às normas e realidades do cotidiano.
Frase do cantor Sting, da música. “If I Ever Lose My Faith In You”.
Essa pergunta é relativamente bem abordada no conto “A Bela e a Fera”.

Bayard Galvão

Variação da definição de Aristóteles (2000).
O amor-próprio também nasce do pensar acerca de si.
Referente às normas e realidades do cotidiano.
Frase do cantor Sting, da música. “If I Ever Lose My Faith In You”.
Essa pergunta é relativamente bem abordada no conto “A Bela e a Fera”.

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