A Hipnose na Psiquiatria pode ser complementar, enquanto Psiquiatria influi na consciência via química, a Hipnose influiria via à própria mente.
Embora diferentes hipnoterapeutas com formação psiquiátrica considerem algumas pessoas com distúrbios como sendo não hipnotizáveis, outros (ou os mesmos), acham perigoso a utilização da Hipnose em diferentes quadros psiquiátricos como a esquizofrenia.
A resposta a estas colocações nos trazem duas idéias: a pessoa será hipnotizável se estiver com a possibilidade de focalização da atenção, porém pode estar comprometida durante um surto, ou enquanto alcoolizada (ou outras drogas), ou com sono. A contra-indicação na utilização da Hipnose estará relacionada ao fato da pessoa poder focar a atenção, mas não conseguir ter um raciocínio de acordo com o colocado pelo hipnoterapeuta.
A utilização da hipnose com as medicações psiquiátricas não tem contra-indicação. Considerando, entretanto que caso a medicação entorpeça a possibilidade da focalização da atenção de forma intensa, a hipnose não acontece.
Relativo ao processo indicado pode-se salientar o uso inicial de medicação e hipnoterapia, e na medida em que a pessoa melhorasse, a medicação seria diminuída até extingui-la num momento razoável.
É discutível ainda se uma pessoa, não importando a situação, poderia prescindir da medicação com a utilização da hipnose. É mais razoável pensar em termos de desenvolver o processo e, na medida do possível, diminuir o uso dos medicamentos.
Bayard Galvão |