Institutos Milton H. Ericson / Hipnoterapia Educativa

Comunicação

Comunicação é o ato de comunicar, ou seja, fazer algo comum a alguém. Apenas faz-se algo comum a alguém a partir das formas únicas de interpretação da realidade do outro.

Quando se pensa em termos de eficiência da comunicação, fala-se do quanto o emissor conseguiu transmitir do que estava querendo fazer comum para o receptor. Para que um emissor consiga comunicar-se eficientemente, é preciso ao emissor conhecer o vocabulário do receptor e fazer uso dele.

Alguns exemplos: um terapeuta que queira falar sobre mudar a um paciente que é um escritor, pode fazer uso de analogias e termos da profissão em questão; se for um engenheiro civil, pode-se comunicar em termos de fundações, estruturas, vigas entre outros; se for uma professora, pode-se falar de ensinar a si mesma novas coisas sobre o viver e assim sucessivamente.

Existem basicamente quatro tipos de comunicação: a direta, a indireta, a implícita percebida e a implícita não-percebida.

A Comunicação Direta
Aquela que duas ou mais pessoas estão cientes do que se quer fazer comum, por exemplo: 2 + 2 = 4, num contexto de sala de aula na segunda série, é bastante claro o que se quer dizer com isso.

A Comunicação Implícita Não-Percebida
Fazer algo comum a alguma outra pessoa, sem que o emissor e nem o receptor da comunicação perceba (num primeiro momento pelo menos) o que está fazendo comum. Por exemplo: certa vez uma mãe, querendo incentivar sua filha a pular na piscina, diz: "coragem filha, a mamãe está na água", ou seja, neste momento nem a mãe (nem a filha) muito provavelmente não percebeu que ela (a mãe) estaria atribuindo a coragem da filha à presença de sua mãe, ou seja, a coragem da filha como vindo de algo externo a ela. Uma comunicação única como esta, pode não fazer muita diferença, mas uma vida inteira com este tipo de comunicação, pode ser prejudicial.

A Comunicação Implícita Percebida
O fato de o emissor tornar algo comum sem perceber, embora tendo o receptor percebido o que foi feito comum.

A Comunicação Indireta
Pode ser definida como aquela que o emissor da comunicação está consciente do que faz comum, embora o receptor não. Este tipo de comunicação foi muito utilizada e desenvolvida por Milton H. Erickson, tendo como função ultrapassar quaisquer pensamentos que possam ser limitantes ao processo terapêutico.

As quatro formas de comunicação aqui descritas, podem misturar-se, duas a duas, três a três ou as quatro, em maior ou menor proporção.

Em termos de persuasão, motivação, convencer e influenciar em psicoterapia, algumas considerações: por persuasão entenda-se influir no pensamento do outro sem que este perceba (comunicação indireta); motivação é mostrar os ganhos a alguém na medida em que fizer algo; convencer é influir no pensamento do receptor de forma que ele tenha percebido, aceito e escolhido alterar o seu pensar; influenciar pode ser entendido como o movimento de influir no raciocínio de alguém, de maneira percebida ou não por si. Toda e qualquer comunicação em psicoterapia precisa ser pensada, primeiro, em termos do que é terapêutico, depois do que é verdade (a verdade não sempre é terapêutica).


Bayard Galvão

 
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